A Ascensão Preocupante das Deepfakes Sexuais no Brasil
A emergência das deepfakes sexuais representa uma grave ameaça no cenário digital brasileiro, caracterizada pela criação de imagens ou vídeos de nudez artificialmente gerados por inteligência artificial, sem o consentimento das vítimas. Este fenômeno criminoso tem demonstrado uma ascensão alarmante, exigindo atenção urgente das autoridades, instituições e da sociedade em geral para suas consequências devastadoras.
Dados recentes indicam um crescimento exponencial dos ataques envolvendo deepfakes no Brasil. De acordo com o Identity Fraud Report 2025–2026, houve um aumento de 126% nesses incidentes até 2025. Este crescimento sublinha a rápida proliferação e o aprimoramento das ferramentas que permitem a criação desses conteúdos maliciosos, tornando-os cada vez mais indistinguíveis da realidade e amplificando seu potencial de dano.
Um mapeamento aprofundado realizado pela SaferNet Brasil revela a extensão do problema dentro de instituições de ensino. O levantamento identificou 173 vítimas de deepfakes sexuais em escolas públicas e privadas, abrangendo dez estados brasileiros. É alarmante notar que todas as vítimas identificadas são mulheres, incluindo tanto alunas quanto professoras, evidenciando um padrão de vitimização de gênero específico neste tipo de crime cibernético. Foram também identificados 60 autores responsáveis por esses atos criminosos.
Concentração Geográfica das Ocorrências e Métodos de Disseminação
A análise regional das ocorrências de deepfakes sexuais em escolas mostra uma concentração significativa em alguns estados. São Paulo lidera o número de vítimas, com 51 casos, seguido por Mato Grosso (30), Pernambuco (30) e Rio de Janeiro (20). Essa distribuição geográfica indica a amplitude do problema em diversas regiões do país, desafiando as estratégias de combate e prevenção.
A pesquisa da SaferNet, iniciada em 2023, baseia-se no monitoramento de notícias e nas denúncias recebidas pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. Desde 2023, o canal recebeu 264 links (URLs) relacionados a deepfakes sexuais não consentidos e materiais artificiais de abuso sexual infantil. Da análise desses links, 125 continham imagens reais de abuso sexual infantil e 8% apresentavam conteúdo artificial de abuso e exploração sexual infantil. Além disso, foram contabilizados dez casos de deepfakes envolvendo adultos e 20 casos de vazamento de imagens íntimas reais, sem uso de IA.
A disseminação desses conteúdos ocorre por meio de grupos organizados, que utilizam bots para notificação, aplicativos de mensagem e fóruns na dark web. Este modus operandi dificulta a remoção e o rastreamento, exigindo ações coordenadas para desmantelar essas redes. Diante desse cenário, a SaferNet defende medidas como o bloqueio das ferramentas de notificação e a asfixia financeira dessas redes criminosas para combater a propagação e a monetização desses crimes.
Deepfakes Sexuais em Escolas: O Estudo da SaferNet e o Impacto nas Vítimas
A SaferNet Brasil realizou um mapeamento aprofundado sobre deepfakes sexuais em escolas, focando em imagens ou vídeos de nudez criados por inteligência artificial sem o consentimento das vítimas no ambiente educacional. Este estudo, que contribui para a conscientização em datas como o Dia da Internet Segura, revela a alarmante incidência desse crime, destacando a vulnerabilidade de estudantes e profissionais da educação.
O levantamento identificou 173 vítimas de deepfakes sexuais em instituições de ensino, tanto públicas quanto privadas, distribuídas em dez estados brasileiros. São Paulo lidera com 51 vítimas, seguido por Mato Grosso (30), Pernambuco (30) e Rio de Janeiro (20). Notavelmente, todas as vítimas identificadas são mulheres, incluindo tanto alunas quanto professoras, sublinhando a natureza de gênero desse tipo de exploração. Além disso, 60 autores dos crimes foram identificados no decorrer da pesquisa.
A pesquisa, iniciada em 2023, baseia-se no monitoramento de notícias e nas denúncias recebidas pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos operada pela SaferNet. Este trabalho conta com o apoio financeiro do fundo SafeOnline, uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), evidenciando a seriedade e o reconhecimento internacional da questão.
A Central Nacional de Denúncias da SaferNet recebeu 264 links (URLs) relacionados a deepfakes sexuais e materiais artificiais de abuso sexual infantil desde 2023. Da análise desses links, Sofia Schuring, pesquisadora da SaferNet, aponta que 8% continham conteúdo artificial de abuso e exploração sexual infantil. Além disso, foram contabilizados dez casos de deepfakes envolvendo adultos e 20 casos de vazamento de imagens íntimas reais, sem o uso de IA, destacando a complexidade e a abrangência das violações de privacidade identificadas.
O impacto nas vítimas de deepfakes sexuais é devastador, expondo-as publicamente a conteúdos falsos e vexatórios, com consequências psicológicas e sociais profundas. A SaferNet demonstrou que a propagação desses conteúdos ocorre por meio de grupos organizados, que utilizam bots para notificação, aplicativos de mensagem e fóruns na dark web. Diante disso, a organização defende a implementação de medidas como o bloqueio das ferramentas de notificação e a asfixia financeira dessas redes criminosas para combater a disseminação e proteger as vítimas.
A Atuação da SaferNet na Luta Contra os Crimes Cibernéticos
A SaferNet Brasil, organização que atua na promoção de direitos humanos na internet, desempenha um papel crucial na luta contra os crimes cibernéticos no país, especialmente no contexto alarmante das deepfakes sexuais. Em consonância com as iniciativas do Dia da Internet Segura, a SaferNet tem intensificado suas ações de conscientização e monitoramento, revelando a crescente incidência de ataques que utilizam inteligência artificial para criar conteúdo sexual não consensual.
Um mapeamento recente realizado pela SaferNet Brasil, com recursos do fundo SafeOnline do UNICEF, focou especificamente nas deepfakes sexuais em ambientes escolares. Este levantamento, iniciado em 2023 com base no monitoramento de notícias, identificou 173 vítimas em instituições de ensino públicas e privadas de dez estados brasileiros. Preocupantemente, todas as vítimas identificadas são mulheres – entre alunas e professoras – e foram rastreados 60 autores desses crimes. O estado de São Paulo lidera o número de ocorrências, com 51 vítimas, seguido por Mato Grosso (30), Pernambuco (30) e Rio de Janeiro (20).
Adicionalmente, a SaferNet opera a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, um canal vital para receber e processar informações sobre atividades ilegais online. Desde 2023, a Central recebeu 264 links (URLs) relacionados a deepfakes sexuais não consentidos e materiais artificiais de abuso sexual infantil. A análise desses links revelou a complexidade do problema: 125 continham imagens reais de abuso sexual infantil, enquanto 8% dos links analisados apresentavam conteúdo artificial de abuso e exploração sexual infantil. Também foram contabilizados dez casos de deepfakes envolvendo adultos e 20 casos de vazamento de imagens íntimas reais, sem o uso de IA. Essa diversidade de conteúdos exige uma abordagem multifacetada no combate e prevenção.
A SaferNet identificou que esses conteúdos são frequentemente compartilhados por grupos organizados que utilizam bots para notificação, aplicativos de mensagem e fóruns na dark web para disseminação. Diante dessa realidade, a organização defende estratégias robustas, como o bloqueio das ferramentas de notificação utilizadas por esses grupos e a asfixia financeira dessas redes criminosas, visando desmantelar a infraestrutura que sustenta a propagação desses materiais ilícitos.
Outros Dados Relevantes da Atuação da SaferNet
A atuação da SaferNet se estende a outras formas de crimes cibernéticos, cujos dados complementam a compreensão da gravidade do cenário online no Brasil. A Central Nacional de Denúncias recebeu 87.689 novas queixas em 2024, representando um aumento de 28,4% em relação ao ano anterior. A maior parte dessas denúncias (63.214 notificações) estava relacionada a imagens de abuso e exploração sexual infantil, marcando a segunda maior taxa já registrada pela organização, um aumento que a SaferNet atribui, em parte, à contribuição das IAs.
Outros dados preocupantes incluem um aumento significativo de 224,9% nos casos de misoginia (ódio contra mulheres), totalizando 8.728 ocorrências. Foram registradas 4.752 denúncias de apologia e incitação a crimes contra a vida e 3.220 casos de racismo. Embora tenha havido uma queda nas denúncias de xenofobia em relação a 2024, o volume total de crimes cibernéticos e a complexidade das novas modalidades, como as deepfakes, reforçam a importância contínua do trabalho da SaferNet na promoção de um ambiente digital mais seguro e ético.
O Modus Operandi dos Criminosos e Estratégias de Combate Propostas
A disseminação de deepfakes sexuais não é um ato isolado, mas sim um crime executado por grupos organizados, que empregam métodos específicos para a criação e propagação desses conteúdos ilícitos. O entendimento do modus operandi dos criminosos é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de combate eficazes, visando desmantelar essas redes e proteger as vítimas. A SaferNet Brasil tem monitorado essas práticas, revelando a sofisticação por trás da operação desses grupos.
Modus Operandi: Organização e Disseminação Criminosa
A investigação da SaferNet Brasil aponta que os conteúdos de deepfakes sexuais são compartilhados por grupos organizados, que atuam de forma coordenada para maximizar o alcance das violações. Estes grupos se valem de tecnologias e plataformas digitais para a circulação rápida e ampla dos materiais. Dentre as táticas identificadas, destaca-se o uso de bots para notificação, que automatizam o alerta sobre novos conteúdos aos membros da rede, acelerando a propagação.
Além dos bots, os criminosos utilizam amplamente aplicativos de mensagem para a troca direta de arquivos e a comunicação entre si, aproveitando-se muitas vezes da criptografia e da facilidade de criação de grupos fechados. Fóruns na dark web também são ambientes cruciais para essas atividades, oferecendo um grau de anonimato que dificulta o rastreamento e a ação das autoridades, servindo como centros de armazenamento e distribuição para os materiais ilegais.
Estratégias de Combate Propostas pela SaferNet
Diante do complexo modus operandi dos criminosos, a SaferNet Brasil defende e propõe estratégias de combate multifacetadas. Uma das ações prioritárias é o bloqueio das ferramentas de notificação. Ao interromper o funcionamento dos bots e outros mecanismos que alertam sobre a disponibilização de deepfakes, busca-se desacelerar a disseminação e dificultar o acesso a esses conteúdos pelos membros das redes.
Outra medida crucial proposta pela organização é a “asfixia financeira” dessas redes criminosas. Esta estratégia visa atacar o modelo de negócio por trás da produção e distribuição de deepfakes sexuais, cortando as fontes de financiamento e lucros obtidos por meio dessas atividades ilícitas. Acredita-se que, ao minar a sustentabilidade econômica desses grupos, é possível reduzir significativamente sua capacidade operacional e desestimular a prática do crime.
Panorama Geral: Outros Crimes Cibernéticos em Destaque no Brasil
Além do aumento alarmante dos deepfakes sexuais, a SaferNet Brasil, por meio de sua Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, tem monitorado e recebido queixas sobre uma variedade de outras infrações no ambiente digital. No último período, a central registrou 87.689 novas queixas de crimes cibernéticos, o que representa um aumento de 28,4% em relação a 2024, sublinhando a crescente complexidade e prevalência da criminalidade online no Brasil.
Imagens de Abuso e Exploração Sexual Infantil
A categoria mais representativa entre as denúncias recebidas pela SaferNet concentra-se em imagens de abuso e exploração sexual infantil, totalizando 63.214 notificações. Este volume configura a segunda maior marca já registrada pela organização, superada apenas pelo ano de 2023 (71.867 notificações). A SaferNet destaca que a proliferação e o aprimoramento das IAs têm contribuído para o incremento de conteúdos relacionados a esse tipo de crime.
Misoginia
Denúncias de misoginia, que refletem o ódio e a discriminação contra mulheres, apresentaram um aumento expressivo. Foram registrados 8.728 casos, um crescimento de 224,9% no período analisado, evidenciando a escalada da violência de gênero no cenário digital.
Apologia e Incitação a Crimes contra a Vida
A plataforma da SaferNet também recebeu 4.752 denúncias relativas à apologia e incitação a crimes contra a vida. Essa categoria abrange conteúdos que promovem ou incentivam atos de violência extrema, representando um grave risco social.
Racismo
Casos de racismo totalizaram 3.220 denúncias, indicando a persistência de discursos e atos discriminatórios com base em etnia ou raça no ambiente online, demandando ações contínuas de combate e conscientização.
Xenofobia
As denúncias de xenofobia, que se referem ao preconceito ou ódio contra estrangeiros, registraram uma queda em comparação com 2024, ano em que haviam sido contabilizados 3.449 casos. Apesar da redução, a presença desses crimes online continua a ser um ponto de atenção para a proteção dos direitos humanos e a promoção de um ambiente digital inclusivo.
Fonte: https://olhardigital.com.br

Yuri Martins é um entusiasta em tecnologia apaixonado por explorar as últimas tendências e inovações do setor. Desde a infância, ele se fascina com a capacidade da tecnologia de transformar vidas. Com vasto conhecimento, Yuri compartilha dicas e insights em seu blog e redes sociais, tornando a tecnologia mais acessível para todos.






