A Descoberta do “Coração Cósmico” de Mira A
Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de uma nuvem de gás e poeira com contornos que lembram um coração, formada pela explosão da estrela Mira A. Localizada a aproximadamente 300 anos-luz da Terra, Mira A é uma gigante vermelha em seus estágios finais de vida, prestes a se transformar em uma anã branca. O fenômeno, observado entre 2015 e 2023, chamou a atenção dos cientistas pela sua escala surpreendente e simetria incomum.
As observações foram realizadas utilizando os avançados telescópios Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e Very Large Telescope (VLT), ambos situados no Chile. Este achado, aceito para publicação na renomada revista Astronomy and Astrophysics, oferece pistas inéditas e cruciais sobre o processo pelo qual estrelas moribundas devolvem sua matéria ao espaço interestelar, contribuindo significativamente para a compreensão da evolução estelar.
Características do “Coração Cósmico”
A nuvem de material ejetado por Mira A, que recebeu o apelido de “coração cósmico”, apresenta uma estrutura notável. O colapso da estrela resultou na expulsão de uma nuvem em forma de coração, onde o gás ocupa a região central e a poeira densa delineia as bordas curvas da estrutura. A massa ejetada é de uma magnitude surpreendente, equivalente a cerca de sete vezes a massa da Terra, um volume de matéria maior do que o previsto para eventos desse tipo em gigantes vermelhas.
As imagens e medições de velocidade, coletadas entre 2015 e 2023 pelos dados do ALMA e VLT, revelaram a existência de duas grandes nuvens que, vistas em conjunto, desenham a silhueta de um coração. O gás preenche a região central, enquanto a poeira marca as bordas, como se um escultor cósmico tivesse contornado a figura no espaço. Essa pluma altamente simétrica, combinada com a quantidade de matéria ejetada, torna o evento de Mira A excepcional e desafia os modelos cosmológicos tradicionais de perda de massa em gigantes vermelhas.
Adicionalmente, os pesquisadores observaram que a iluminação da poeira circundante pela estrela varia de maneira incomum, agindo como um “farol” cósmico. Essa variação sugere que a estrela varre a nuvem de forma desigual, com a emissão estelar mudando seu brilho ou geometria, o que ajuda a explicar por que certas regiões da nuvem brilham mais do que outras. “Ficamos muito surpresos ao ver essa estrutura”, afirmou Theo Khouri, astrônomo da Universidade Chalmers e autor principal do trabalho, destacando a singularidade da descoberta.
Características da Nuvem Estelar em Forma de Coração
A nuvem estelar descoberta ao redor da estrela Mira A, uma gigante vermelha, apresenta uma notável e simétrica forma de coração. Este contorno incomum é resultado da ejeção de gás e poeira durante os estágios finais da vida da estrela. Observações detalhadas revelaram que a região central da nuvem é predominantemente composta por gás, enquanto a poeira densa delineia as bordas curvas, conferindo à estrutura sua distinta silhueta de coração cósmico.
A nuvem se destaca não apenas pela sua forma, mas também pela sua escala e simetria inesperadas. A quantidade de massa ejetada é substancial, equivalente a aproximadamente sete massas terrestres, o que surpreendeu os cientistas, pois excede as previsões para eventos de perda de massa em gigantes vermelhas. A alta simetria desta pluma de material é outra característica notável, que desafia e oferece novas perspectivas aos modelos existentes sobre a evolução e perda de massa de estrelas moribundas.
Outra particularidade da nuvem é a forma como ela é iluminada. A estrela Mira A age como um “farol” cósmico, fazendo com que a iluminação da poeira ao redor varie de maneira desigual e inesperada. Essa variação sugere que a estrela não apenas desprende material, mas também interage com ele de forma dinâmica, possivelmente através de mudanças em seu brilho ou na geometria de sua emissão. Tal efeito de “pisca-pisca” estelar ajuda a explicar por que certas regiões da nuvem brilham com maior intensidade, fornecendo dados cruciais sobre as interações entre a estrela e o material ejetado.
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Implicações para a Evolução Estelar e a Perda de Massa
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Fonte: https://olhardigital.com.br

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