Pesquisa FGV: Brasil Soma 502 Milhões de Dispositivos Digitais e 272 Milhões de Smartphones

Panorama Geral: Dispositivos Digitais no Brasil

O Brasil atingiu a marca de 502 milhões de dispositivos digitais em uso, um número que engloba PCs, notebooks, tablets e smartphones. Este dado, revelado pela 36ª Pesquisa Anual do FGVcia (FGV), demonstra uma alta penetração tecnológica no país, com uma média de 2,4 aparelhos digitais por habitante.

Entre os diferentes tipos de dispositivos, os smartphones se destacam de forma proeminente. A pesquisa aponta a existência de 272 milhões de celulares inteligentes em funcionamento em todo o território nacional. Essa quantidade expressiva resulta em uma média de 1,3 smartphone para cada brasileiro, superando o número total de habitantes e consolidando a posição dos celulares inteligentes como os aparelhos digitais mais ubíquos no cotidiano nacional.

A Supremacia dos Smartphones: Dados Detalhados

Dentro do panorama geral de 502 milhões de dispositivos digitais em uso no Brasil, os smartphones emergem como a categoria dominante. A pesquisa da FGVcia revela que, embora o país conte com uma vasta gama de aparelhos como PCs, notebooks e tablets, são os celulares inteligentes que lideram o cenário de conectividade e acesso digital.

O estudo aponta a existência de 272 milhões de smartphones em funcionamento em todo o território nacional. Este número impressionante significa que o Brasil possui uma média de 1,3 smartphone para cada habitante, uma proporção que supera de forma significativa o total da população. Tal dado reforça a centralidade e a penetração dos smartphones na vida cotidiana dos brasileiros, consolidando sua posição como o dispositivo digital preponderante.

Inteligência Artificial nas Empresas: Adoção e Desafios

A 36ª Pesquisa Anual do FGVcia revelou um cenário paradoxal em relação à adoção da Inteligência Artificial (IA) nas empresas brasileiras. Embora 80% das organizações declarem utilizar a tecnologia, um dado notável é que 75% delas o fazem de forma muito limitada, indicando que a implementação e o aproveitamento do potencial da IA ainda estão em fases iniciais.

O estudo aponta uma “baixa aderência real” da IA, conforme destacado pelo coordenador da pesquisa, professor Fernando Meirelles. Este cenário sugere que, apesar do reconhecimento da importância da IA, a integração profunda e estratégica da tecnologia nos processos corporativos ainda é um desafio significativo para o empresariado nacional.

Adoção de Inteligência Artificial Generativa e Liderança de Mercado

Pela primeira vez, a pesquisa FGVcia mapeou o uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) no ambiente corporativo brasileiro. O Microsoft Copilot emergiu como o líder, detendo 40% de participação entre as empresas. Em seguida, o ChatGPT aparece com 32% e o Google Gemini com 20%.

Apesar do forte investimento das Big Techs no desenvolvimento dessas ferramentas, a pesquisa ressalta que a aplicação prática da IAG nas empresas ainda “engatinha”, indicando que a capacidade de transformar essas ferramentas em resultados concretos ainda é um ponto de atenção.

Desafios na Aplicação Prática e Analítica

Um dos desafios mais evidentes na adoção da IA é a persistência de métodos tradicionais, mesmo diante da disponibilidade de tecnologias avançadas. Um dado curioso da pesquisa ilustra essa realidade: no departamento financeiro, 90% das análises de inteligência analítica ainda são realizadas por meio do Excel, ignorando o vasto arsenal de ferramentas modernas de Business Intelligence (BI) e IA analítica disponíveis no mercado. Este cenário reforça a percepção de que, para muitas empresas, a IA permanece mais como uma promessa do que uma realidade plenamente integrada e explorada.

Crescimento Histórico dos Investimentos em TI

O avanço tecnológico no ambiente corporativo tem um reflexo direto e significativo nos orçamentos das empresas brasileiras. A pesquisa da FGV revela um crescimento histórico e consistente nos investimentos em Tecnologia da Informação (TI) ao longo dos últimos 36 anos.

Em 1988, os gastos e investimentos em TI, que englobam hardware, software, serviços e pessoal, representavam apenas 1,3% da receita das empresas. Atualmente, em 2024, esse percentual atingiu notáveis 10% da receita.

A projeção para o futuro indica uma continuidade dessa trajetória de alta. O estudo estima que esse índice de investimento em TI deve ultrapassar os 11% nos próximos dois a três anos, impulsionado principalmente pela crescente adoção e expansão da computação em nuvem pelas organizações.

O Impacto da Nuvem e o Alinhamento Estratégico em TI

O cenário de crescimento exponencial de dispositivos digitais no Brasil é acompanhado por um robusto aumento nos investimentos em Tecnologia da Informação (TI) por parte das empresas. A pesquisa da FGV revela que os gastos e investimentos em TI, abrangendo hardware, software, serviços e pessoal, saltaram de 1,3% da receita em 1988 para impressionantes 10% em 2024. Essa escalada não demonstra sinais de desaceleração, com projeções indicando que o índice superará 11% nos próximos dois a três anos. Essa tendência é significativamente impulsionada pela crescente adoção e dependência da nuvem, que se consolida como um pilar fundamental para a infraestrutura tecnológica e a inovação corporativa.

Contudo, o alto volume de investimento em TI e a proliferação de dispositivos demandam um alinhamento estratégico mais eficaz para garantir o retorno e a otimização dos recursos. A pesquisa aponta desafios na aplicação prática de tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial (IA). Embora 80% das empresas declarem utilizar IA, 75% delas o fazem de forma muito limitada, evidenciando uma ‘baixa aderência real’. Essa lacuna estratégica é reforçada pela observação de que, mesmo com um arsenal de ferramentas modernas de Business Intelligence (BI) disponível, 90% das análises de inteligência analítica no departamento financeiro ainda são realizadas via Excel. Isso sublinha a importância de uma estratégia de TI que não apenas invista em novas tecnologias, mas também promova a integração, a capacitação e a cultura de uso para traduzir o investimento em valor de negócio tangível.

Fonte: https://olhardigital.com.br

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