Anvisa proíbe tirzepatida e retatrutida sem registro no Brasil

A Proibição da Anvisa: Detalhes e Medidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu a proibição da comercialização de produtos contendo as substâncias tirzepatida e retatrutida que eram anunciados sem o devido registro sanitário em diversos websites brasileiros. Esta medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 14 de fevereiro, não apenas determina a apreensão imediata desses itens, mas também impõe rigorosas restrições a todas as atividades relacionadas, incluindo fabricação, importação, distribuição e propaganda dos produtos irregulares.

A decisão da Anvisa foca nos perigos de produtos sem controle de qualidade e segurança. A tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, é utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e controle de peso, agindo sobre os receptores GIP e GLP-1. Contudo, as versões online proibidas careciam de qualquer registro oficial. A retatrutida, por sua vez, embora em fase de estudos por sua ação em três mecanismos hormonais (GLP-1, GIP e receptor de glucagon), não possui aprovação para uso ou comercialização em qualquer país do mundo, tornando sua oferta ilegal no Brasil. A proibição se estende também a pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação envolvidos na comercialização ou divulgação desses produtos.

Além das substâncias especificamente mencionadas, a resolução da Anvisa abrange um espectro mais amplo de medicamentos e produtos que estavam sendo vendidos pela internet sem a devida regularização junto à agência.

Produtos e Plataformas Alvo da Resolução

A Anvisa identificou e citou explicitamente três plataformas online que comercializavam produtos irregulares contendo tirzepatida e retatrutida, entre outras substâncias, sem registro ou autorização sanitária. As empresas e os produtos específicos incluídos na resolução são os seguintes:

**Peptídeos do Brasil**: Esta plataforma foi alvo devido à oferta de diversas versões de tirzepatida e retatrutida, todas anunciadas sem o necessário registro, notificação ou cadastro sanitário perante a agência reguladora.

**Oxygen KWP Pharma Brasil**: A proibição para esta empresa inclui o produto Retagen 40 mg, que contém retatrutida, além de outras substâncias como BPC-157, GHK-Cu, TB-500 e suas combinações. A Anvisa ressaltou que a fabricação desses produtos era atribuída a uma empresa de origem desconhecida, aumentando os riscos à saúde pública.

**ZPHC Store**: Para esta loja online, a resolução detalha a proibição de Retatrutide 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150 mg e Caneta Tirzepatide 75 mg. A Anvisa esclareceu que os itens com tirzepatida não correspondiam ao medicamento registrado no Brasil, e os produtos com retatrutida não possuíam qualquer tipo de autorização para serem comercializados no território nacional.

Outras Proibições por Falta de Regularização

Em uma extensão das medidas regulatórias, a Anvisa também aplicou proibições a outros produtos e empresas que operavam sem a devida conformidade sanitária:

**Zyntrashop**: Foi alvo de resolução devido à impossibilidade de comprovar a origem dos produtos anunciados e à falta de identificação de seus fabricantes. Os anúncios incluíam preços, opções de compra e informações de uso, sem a garantia de segurança ou eficácia.

**Cris Barden Naturopatia Ltda.**: Esta empresa teve a apreensão de diversos produtos determinados pela Anvisa. Entre eles, destacam-se os kits Detox – Desparasitar – Desinflamar – Desintoxicar, disponíveis nas versões para adultos e para crianças de 1 a 5 anos, além do Kit Carvão Pulverizado da Casca do Coco. Todos esses itens eram anunciados sem registro, notificação ou cadastro sanitário, representando um risco direto à saúde dos consumidores.

Tirzepatida e Retatrutida: O que são e seus usos

Empresas e Produtos Irregulares Identificados

A Razão da Proibição: Ausência de Registro Sanitário

A principal razão por trás da proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a comercialização de produtos contendo tirzepatida e retatrutida em sites brasileiros reside na ausência completa de registro sanitário, notificação ou cadastro perante a agência. Essa irregularidade impede que a Anvisa exerça seu papel fundamental de garantir a segurança, eficácia e qualidade desses produtos, expondo os consumidores a riscos potenciais à saúde.

No que concerne à tirzepatida, apesar de ser o princípio ativo do medicamento Mounjaro – que possui registro oficial no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2 e controle de peso –, as versões ofertadas irregularmente na internet não correspondiam ao produto registrado. Essas formulações não passaram pelos rigorosos processos de avaliação e aprovação da Anvisa, levantando sérias questões sobre sua composição, condições de fabricação e armazenamento, e a verdadeira segurança para uso humano.

A situação da retatrutida é ainda mais alarmante. A Anvisa esclareceu que a substância, que atua em três mecanismos hormonais, ainda está em fase de estudo e não possui aprovação para uso ou comercialização em nenhum país do mundo, incluindo o Brasil. Dessa forma, qualquer produto contendo retatrutida vendido no mercado nacional não possui autorização sanitária, constituindo uma infração grave e um perigo direto à saúde pública, dado o desconhecimento sobre seus efeitos e segurança a longo prazo.

A investigação da Anvisa revelou que muitos dos itens eram anunciados sem a documentação sanitária exigida, e em alguns casos, não foi sequer possível comprovar a origem dos produtos ou identificar seus fabricantes. Essa falta de controle e transparência sobre a procedência e fabricação dos medicamentos irregulares reforça a necessidade da medida de proibição, visando proteger a população contra produtos de eficácia duvidosa e potenciais efeitos adversos desconhecidos.

Outros Produtos e Empresas Atingidos pela Anvisa

Exceções à Proibição: Importação para Uso Pessoal

Fonte: https://olhardigital.com.br

Deixe um comentário