ECA Digital entra em vigor: O que muda para proteger crianças e adolescentes na internet

O que é o ECA Digital e suas principais diretrizes?

O Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), instituído pela Lei nº 15.211/2025 e sancionado em 18 de setembro de 2025, representa uma atualização fundamental da legislação brasileira para proteger crianças e adolescentes no ambiente online. Seu objetivo primordial é adaptar as salvaguardas já existentes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) à era da internet, tornando o espaço digital mais seguro para os menores de idade.

A necessidade do ECA Digital surgiu da crescente exposição de crianças e adolescentes a riscos online, incluindo a exploração e adultização. A nova lei impõe responsabilidades significativas às empresas de tecnologia que oferecem produtos e serviços digitais, exigindo a implementação de mecanismos robustos de verificação de idade e sistemas eficazes de supervisão parental. Para garantir o cumprimento, a legislação prevê sanções pesadas, com multas que podem atingir até R$ 50 milhões por infração.

Entre suas principais diretrizes, o ECA Digital estabelece obrigações claras para aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e outros serviços digitais. Tais obrigações incluem a verificação de idade confiável, a disponibilização de ferramentas de supervisão familiar, a capacidade de resposta ágil a conteúdos ilícitos e a criação de regras específicas para o tratamento de dados pessoais e publicidade direcionada a menores, visando ampliar a segurança digital para este público.

Aplicação nas Redes Sociais

Para redes sociais, o ECA Digital enfatiza a supervisão parental, exigindo que as contas de crianças e adolescentes com menos de 16 anos sejam vinculadas às contas de seus responsáveis adultos. Diferentemente de outros países, o Brasil não impõe o banimento de faixas etárias específicas, mas foca na garantia da supervisão. A lei prevê o uso de métodos de aferição de idade, como a estimativa etária, com a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sendo responsável por definir quais métodos serão adotados pelas plataformas.

Obrigações para Lojas de Aplicativos e Sistemas Operacionais

Por meio de decreto vinculado ao ECA Digital, lojas de aplicativos e sistemas operacionais serão obrigados a disponibilizar o “sinal de idade”, ou seja, a informação sobre a idade do usuário, para os aplicativos. Essa medida visa facilitar o controle de acesso e a personalização de conteúdos conforme a faixa etária.

Verificação de Idade para Conteúdos Sensíveis

A lei torna obrigatória a verificação de idade para o acesso a conteúdos considerados sensíveis ou restritos, como pornografia, e para a realização de compras em marketplaces e aplicativos de entrega que comercializem bebidas alcoólicas ou cigarros. Essa medida visa proteger crianças e adolescentes do contato com materiais inadequados e do acesso a produtos proibidos para sua faixa etária.

Implementação e Fiscalização Escalonada

A implementação das diretrizes do ECA Digital, especialmente a verificação de idade para conteúdos sensíveis, ocorrerá de forma escalonada e gradual. Conforme explicado por autoridades, este processo pode levar vários meses, dado o período de adaptação necessário para as empresas de tecnologia. A fiscalização e regulamentação detalhada serão conduzidas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que definirá os métodos e padrões a serem seguidos pelas plataformas.

Novas obrigações para empresas de tecnologia e plataformas digitais

A entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) estabelece um novo patamar de segurança para o ambiente online no Brasil, impondo um conjunto robusto de obrigações às empresas de tecnologia e plataformas digitais. A legislação visa ampliar significativamente as responsabilidades desses provedores de produtos e serviços digitais, garantindo que sejam mais seguros e adequados para o acesso de crianças e adolescentes.

Entre as principais exigências, a Lei nº 15.211/2025 determina que as empresas implementem mecanismos confiáveis de verificação de idade e sistemas eficazes de supervisão parental. Além disso, as plataformas deverão ter capacidade de resposta ágil a conteúdos ilícitos e seguir regras específicas para o tratamento de dados pessoais de menores, bem como para a publicidade dirigida a esse público.

Obrigações Específicas por Tipo de Plataforma

O ECA Digital detalha como as novas obrigações se aplicam a diferentes tipos de serviços digitais. No caso das redes sociais, a lei enfatiza a supervisão parental, exigindo que as contas de crianças e adolescentes com menos de 16 anos sejam vinculadas às contas de adultos responsáveis. Serão permitidos diferentes métodos de aferição de idade, incluindo estimativa etária, cabendo à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) definir os padrões e métodos a serem utilizados pelas plataformas.

Para as lojas de aplicativos e sistemas operacionais, a legislação, via decreto, os obrigará a disponibilizar o ‘sinal de idade’, ou seja, a informação sobre a idade do usuário, para os aplicativos. Já para plataformas que lidam com conteúdos sensíveis ou produtos restritos, como sites de pornografia, marketplaces e aplicativos de entrega que comercializam bebida alcoólica ou cigarros, a verificação de idade será obrigatória e mandatória para o acesso e a compra.

Fiscalização e Prazo de Implementação

Para garantir o cumprimento das novas regras, a lei estabelece sanções severas, com multas que podem atingir até R$ 50 milhões por infração. A fiscalização e a regulamentação dos métodos de verificação de idade serão um dos papéis da ANPD.

A implementação de todas as obrigações será escalonada. A verificação de idade para conteúdos considerados sensíveis, por exemplo, não entrará em vigor imediatamente com a lei, podendo levar alguns meses para ser plenamente implementada, um período considerado ambicioso, mas necessário para a adaptação das plataformas.

Regras específicas para redes sociais, apps e conteúdos sensíveis

Implementação escalonada da verificação de idade e fiscalização da ANPD

Restrições em jogos eletrônicos e combate à monetização de conteúdo ilícito

Sanções e o papel da ANPD na regulamentação e fiscalização

Fonte: https://olhardigital.com.br

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