Estudo Interno da Meta Questiona Eficácia de Controles Parentais em Redes Sociais para Adolescentes

Revelação do Estudo Project MYST em Julgamento nos EUA

A divulgação de um estudo interno da Meta, denominado Project MYST (Meta and Youth Social Emotional Trends), ocorreu durante um julgamento em andamento nos Estados Unidos. Este estudo foi citado por advogados da acusação em um processo movido por uma jovem identificada como Kaley, sua mãe e outros autores, que buscam responsabilizar empresas de tecnologia por alegados danos à saúde mental de adolescentes devido ao uso compulsivo de redes sociais.

O julgamento, que teve início na semana passada no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, trouxe à tona os resultados do Project MYST. Conduzido em parceria com a Universidade de Chicago, o estudo envolveu uma pesquisa com 1.000 adolescentes e seus pais, focando em seus hábitos de uso das plataformas digitais.

Os advogados da acusação utilizaram o material revelado em audiência para argumentar que a pesquisa interna da própria Meta indicou que a supervisão dos pais, incluindo limites de tempo e o uso de controles parentais, teria um impacto limitado na moderação do uso compulsivo das plataformas por adolescentes.

O levantamento do Project MYST concluiu que fatores familiares e a supervisão doméstica não apresentavam uma relação significativa com o nível de atenção que os adolescentes dedicavam ao seu próprio uso das redes sociais. Além disso, pais e filhos demonstraram percepções semelhantes, indicando que não haveria uma associação direta entre os relatos de supervisão parental e a capacidade dos jovens de moderar o tempo gasto online.

Para os advogados da autora do processo, estas conclusões sugerem que ferramentas como os controles parentais presentes em aplicativos da Meta, como o Instagram, ou limites de tempo configurados em celulares, não seriam eficazes o suficiente para mitigar o comportamento compulsivo entre os jovens usuários.

Implicações e Depoimento de Adam Mosseri

A acusação reforça sua argumentação ao afirmar que as plataformas utilizam mecanismos inerentemente projetados para estimular a permanência dos usuários, citando feeds algorítmicos, recompensas variáveis e notificações constantes como exemplos. Essas ferramentas seriam consideradas um fator contribuinte para o comportamento compulsivo, independentemente da supervisão parental.

Durante o depoimento no tribunal, Adam Mosseri, chefe do Instagram, foi questionado sobre o Project MYST. Ele afirmou não ter familiaridade com os detalhes específicos do estudo, apesar de documentos apresentados indicarem que ele teria aprovado o avanço da pesquisa. Mosseri declarou que a empresa realiza inúmeros estudos e que não se recordava de informações específicas além do nome do projeto.

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Fonte: https://olhardigital.com.br

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