Sistema de Propulsão 2 em 1 do MIT: Testes no Espaço Simplificarão Missões de Satélites

A Inovação da Propulsão 2 em 1

A inovação central do sistema de propulsão 2 em 1, desenvolvida a partir de um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), reside na capacidade de utilizar um único propelente para alimentar tanto propulsores químicos quanto elétricos. Essa abordagem elimina a necessidade de tanques de combustível separados para cada tipo de sistema de propulsão, simplificando significativamente o design e a operação de pequenos satélites.

Esta funcionalidade dual é descrita como o ‘melhor dos dois mundos’ por Amelia Bruno, ex-estudante de pós-doutorado do MIT e líder da pesquisa. Ao permitir que pequenos satélites integrem ambos os tipos de propulsão em um pacote compacto, a tecnologia abre caminho para a execução de missões mais complexas, com maior capacidade de observação e pesquisa científica, tudo a partir de plataformas menores e mais econômicas.

A pesquisa para este novo sistema foi inspirada em estudos de combustível da Força Aérea dos Estados Unidos e recebeu financiamento parcial da NASA. Para validar o desempenho do sistema e do monopropelente em ambiente espacial, a agência espacial planeja lançar a espaçonave cubesat Green Propulsion Dual Mode em novembro. Esta missão em órbita baixa da Terra servirá como uma demonstração crucial para futuras operações em destinos mais distantes, incluindo Marte.

O Propelente ASCENT

O monopropelente ‘verde’ utilizado neste sistema é o ASCENT (Advanced Spacecraft Energetic Non-Toxic Propellant), desenvolvido a partir de pesquisas anteriores da Força Aérea e analisado em um estudo recente do MIT. Ele é considerado menos tóxico do que a hidrazina, um propelente comumente usado, mas de manuseio perigoso. O ASCENT já demonstrou sua eficácia no espaço durante a missão Green Propellant Infusion Mission da NASA em 2019 e 2020, sob seu nome anterior AF-M315E, reafirmando sua viabilidade para futuras aplicações.

O Propelente Verde ASCENT

Missão de Teste da NASA e Envolvimento do MIT

Aplicações e Impacto Futuro

Fonte: https://olhardigital.com.br

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