Starlink no Celular: Anatel Libera Frequência para Conexão Direta (D2D)

Anatel Autoriza Uso da Banda S para Starlink no Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu à Starlink, empresa de internet via satélite, a autorização para a utilização da banda S, na faixa de 2 GHz, no território brasileiro. Esta decisão, aprovada recentemente na última sexta-feira (9), é um passo crucial que prepara o terreno para a futura oferta de conexão direta entre satélites e telefones celulares (D2D), eliminando a necessidade de uma antena específica instalada pelo usuário.

Apesar desta liberação regulatória, é importante ressaltar que o serviço de conexão direta via satélite ainda não está disponível comercialmente no Brasil. A Anatel esclareceu que a tecnologia permanece em fase de testes e regulamentação. Adicionalmente, o mercado brasileiro ainda não dispõe de celulares compatíveis com a frequência autorizada, e a Starlink ainda não protocolou um pedido formal para operar comercialmente esta modalidade de conexão direta entre seus satélites e os dispositivos móveis.

A autorização da banda S permite que a Starlink avance significativamente na preparação de sua modalidade D2D (Direct-to-Device), visando empregar essa faixa de frequência para a transmissão de dados diretamente para telefones celulares. A companhia expressou sua intenção de utilizar este espectro para expandir o acesso à banda larga móvel no país, com planos de lançar satélites capazes de operar nesta frequência em 2027. Este movimento sinaliza um compromisso com a ampliação da cobertura e acessibilidade da internet via satélite.

Contudo, a Anatel enfatiza que, embora represente uma etapa fundamental para a eventual oferta do serviço, a autorização da banda S por si só não confere à Starlink o direito de iniciar a operação comercial da conexão direta entre satélites e celulares no Brasil. Outras etapas regulatórias e tecnológicas ainda precisam ser cumpridas antes que o serviço possa ser disponibilizado e comercializado aos consumidores brasileiros.

O Que é a Conexão Direct-to-Device (D2D) da Starlink?

A Conexão Direct-to-Device, ou D2D, é uma modalidade tecnológica que permite a comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis, como telefones celulares, eliminando a necessidade de equipamentos intermediários, como antenas parabólicas instaladas pelo usuário. No contexto da Starlink, a D2D representa uma evolução estratégica para a oferta de serviços de internet via satélite, visando expandir o acesso à banda larga móvel de alta velocidade.

Com a D2D, a Starlink pretende que os satélites de sua constelação transmitam e recebam sinais diretamente de smartphones, tablets ou outros aparelhos compatíveis. Isso difere significativamente do modelo atual da Starlink, que exige uma antena específica (o “prato Starlink”) para estabelecer a conexão com a rede de satélites.

Para viabilizar a conexão D2D no Brasil, a Starlink obteve autorização da Anatel para utilizar a banda S, na faixa de 2 GHz. Esta faixa de frequência é crucial para a transmissão de dados diretamente para dispositivos móveis. A empresa planeja lançar, a partir de 2027, satélites de próxima geração equipados com a tecnologia necessária para operar nessa frequência e oferecer o serviço D2D, visando ampliar a cobertura e o acesso à internet em regiões atualmente sem infraestrutura terrestre.

Status Atual e os Próximos Passos para a Disponibilidade Comercial

Apesar da recente autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a Starlink utilizar a banda S (na faixa de 2 GHz) no Brasil, abrindo caminho para a futura conexão direta entre satélites e telefones celulares (D2D), o serviço ainda não se encontra disponível para uso comercial no país. A tecnologia permanece em fase de testes e regulamentação, indicando que há um percurso considerável até sua plena implementação e acesso ao público.

Atualmente, existem desafios significativos que impedem a disponibilidade imediata do serviço. Um dos principais é a ausência de celulares compatíveis com a frequência autorizada no mercado brasileiro. Além disso, a Starlink ainda não protocolou um pedido formal junto à Anatel para operar comercialmente a conexão direta entre satélites e aparelhos móveis. A Agência ressaltou que a liberação da banda S é uma etapa importante para uma eventual oferta, mas não permite, por si só, a operação comercial do serviço de conexão direta.

Os próximos passos para a concretização do serviço de Starlink no celular envolvem tanto o desenvolvimento tecnológico quanto processos regulatórios adicionais. A empresa planeja lançar, em 2027, uma nova geração de satélites especificamente projetados para transmitir nesta faixa de frequência (banda S). Contudo, essa iniciativa dependerá de outras etapas cruciais, como a fabricação e comercialização de dispositivos móveis compatíveis, a apresentação e aprovação do pedido de operação comercial junto à Anatel, e a conclusão satisfatória de todos os testes e ajustes regulatórios necessários para garantir a qualidade e segurança do serviço aos consumidores brasileiros.

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Fonte: https://olhardigital.com.br

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